Faz hoje precisamente um mês que me iniciei no Mangas. Embora sendo conhecida dos Mangas, apresentei-me, uma vez que apenas o FLA é conhecedor da forma em que o fiz.
Gosto de fazer a ligação mental entre a escrita e a pessoa, pelo que sinto a necessidade de ter algum apontamento do seu exterior. Por isso o faço, aqui.
Mas … há 1 mês fiz uma brincadeira!
Gosto de fazer a ligação mental entre a escrita e a pessoa, pelo que sinto a necessidade de ter algum apontamento do seu exterior. Por isso o faço, aqui.
Mas … há 1 mês fiz uma brincadeira!
Iludi-vos! Tirei tempo ao tempo!
Por este motivo, hoje me apresento, tal como estou, ou seja, com mais uma década do que há 1 mês!
Por este motivo, hoje me apresento, tal como estou, ou seja, com mais uma década do que há 1 mês!
Para lembrar o mar dos Açores, a alguns mangas.
Para todos, mas especialmente para o Mascarenhas:
Impressão digital
Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.
Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.
Nas ruas ou nas estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros, gnomos e fadas
num halo resplandecente.
Inútil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes.
António Gedeão in "Poesia Completa"